domingo, 15 de janeiro de 2012

Ad infinitum


Não tente ser dono da razão, porque você não é. Na verdade, eu odeio as situações que você me coloca. "Faça o que quiser" "Faço o que você quiser" "Quero você. Dá pra ser?" quando alguém, no meio de uma briga, fala isso? Tu tem que esnobar, esculachar, ser irônico, estapear com palavras, mas é impossível com você. Até as nossas discussões tem carinho, e eu tenho vontade de te bater pela raiva, mas ao mesmo tempo, sinto vontade de te abraçar e não soltar nunca mais, te ter perto pra sempre, com aquela raiva me abandonando e o amor recuperando o foco. Nossas brigas são de travesseiro, não machucam, logo param quando as palavras se rasgam e os sentimentos voam feito penas no ar. Eu detesto a maneira como tudo ocorre, eu morrendo de ódio, querendo arrancar seus olhos com os dentes e você tentando loucamente beijar a minha boca. Argh! Você sempre ganha. Acabo me entregando, sempre. Mas eu sei que vai acabar assim, um querendo brigar e o outro conseguindo apaziguar, porque não tem como ficarmos brigados mais de 15 minutos. E vai ser assim, tende a piorar, a ficar mais intenso e as brigas mais frequentes, o ciúme mais doentio, mas o amor tende a aumentar também, a superar mais e mais todos os dias, a permanecer sobre tudo. Foi ontem, é hoje, será amanhã. Pré-destinado "ad infinitum". Amor.
M.

Take me to L.A., Post 200.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

My funny little world


- Chorei enquanto te ouvia dormir.
- Por quê...?
- Porque eu fiquei te ouvindo e desejando muito ter você do meu lado.
- Tu me ouviu? Eu estava muito cansado... Dormi rápido demais...
- Ouvi. Fiquei te ouvindo um tempo, até conversei contigo enquanto dormia. Tu fez uns barulhinhos, resmungando. Fiquei imaginando você se mexendo e se ajeitando na cama. Todo lindo.
- Oti. Que linda. Ficou me ouvindo.
- Não é só você que faz dessas.
18 Dez. 2011 - 10:40.

- Eu não vou mais correr atrás de você.
- Mas eu vou correr atrás de você. E sabe o motivo? O Amor supera a raiva.
7 Jan. 2012 - 15:46. 

- Ela te chamando de amor. Dizendo que é bom ouvir sua voz... Tá ficando cada vez mais íntima.
- Conheci ela no Skype, não é pra menos ela gostar da minha voz de lék do gueto (Risos). Mais pode deixar, pedirei a ela pra não me chamar mais de amor, tá?
- Tô me cansando de gente com toda essa intimidade e eu não poder nem atender o telefone quando não sei quem é. E para de dizer que ama ela.
- Tá bom. Que saco, não vou entrar mais naquela merda, satisfeita?!
- Não tô falando pra não entrar, mas você conhece a namorada que tem, deveria cortar as asas, não esperar eu pegar no seu pé.
- Tá bom.
- Tenho ciúmes porque meu maior medo é que você se encante por outra pessoa. Porque eu tenho medo de perder você.
- Amor, entenda uma coisa, não existe outra pessoa na qual eu queira amar. Nunca existiu alguém além de você que me fez querer fazer planos para o futuro. Para o nosso futuro.
- Desculpa...
- Tudo bem, amor. Eu te entendo, até porque eu sou ciumento.
- É...
- Eu já disse a você, que eu me isolaria para viver somente no seu mundo.
- Você já vive nele. Só tem você no meu mundo.
- Você entendeu o que eu quis dizer. Se você pedisse, eu viveria em casa, trabalharia em casa, na nossa casa, só para não correr o risco de você achar que vai me perder ou que não amo mais você.
- Não quero que abra mão da sua vida por minha causa. Não tenho esse direito.
- A minha vida é você. Quando é que você irá entender isso?
- Eu te amo... Mais do que tudo.
- Também amo você.
8 Jan. 2012 - 00:00.

Não importa quantas brigas já tivemos, nem quantas ainda iremos ter,
pois o nosso amor é verdadeiro e sempre irá se sobrepor à raiva, 
5 months together.

Take me to L.A.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Seu novo amigo



Em um pub irlandês, uma moça observava um rapaz de estatura mediana, nem magro, nem tão encorpado, pelo qual se encantou. Não era um homem tão atraente, mas chamava atenção pelo seu sorriso cativante e um rosto angelical com um toque de malícia no olhar. 

- Olá, posso te pagar um drink? 
Eu ri da iniciativa dela, mas não disse nada, então ela continuou:
- Posso? Sei que está em horário de serviço, mas é apenas um, só para me acompanhar.
- Que bebida a senhora deseja?
- Senhora? Por favor, me chame de Gabie.
- Desculpe. Gabie, qual bebida você gostaria de saborear?
- Martine. Quero duas doses de Martine com gelo.
Enquanto eu servia as bebidas, ela resolveu perguntar algo que me pegou desprevenido. 
- Desculpa, mas que horas você sai daqui?.
- Geralmente depois que o pub fecha. - Soltei um riso para descontrair o clima que havia ficado. - Saúde. - Ergui o copo e o virei numa golada só.
- Saúde...  - Ela disse em um tom de voz um tanto chateada.

Passou em torno de dez minutos, enquanto eu servia outras pessoas, a mulher ainda estava no balcão, parecia me esperar, fazia cera para beber, o copo estava praticamente intacto. Observei ela de canto e pela pequena análise, percebi que ela queria apenas conversar.
- Sua graça é Gabrielle?
- Ah... Sim. - Se assustou com a minha vinda repentina, deduzi que ela estava perdida em seus próprios pensamentos.
- Gostaria de conversar depois do meu expediente? Você parece triste.
- Está parecendo uma cantada barata pra sair comigo. - Disse rindo.
- Não... Nem posso. - Sorri. - Mas sou um bom ouvinte, foi muito corajosa de vir até mim, que sou o bartender menos pegável daqui. 
- Mas não o menos charmoso e educado.
- Obrigado. Sairei daqui vinte minutos, quer esperar aqui?
- Não, prefiro esperar lá fora. Estarei ao lado do meu carro, um Corsa prata de vidros escuros.
- Tudo bem. Nos veremos às 23hs.

23h10.

Bati no vidro do carro, a porta foi destravada, sem hesitar, entrei no carro e sentei no banco do passageiro. Olhei nos olhos dela e me apresentei formalmente.
- Olá, ainda não me apresentei. - Estendi a mão direita para ela. - Johnathan, mas pode me chamar de John.
- Prazer, John. Gabrielle. - Ela apertou minha mão com delicadeza. - Mas pode me chamar de Gabie. Você gostaria de ir para algum lugar?
- Para ser sincero, gostaria sim, de estar em casa e dormindo. - Dei uma risada e voltei a falar. - Mas como parece que você precisa da minha ajuda, gostaria de ir para algum lugar calmo para conversar. 
- Tem um parque aqui perto, podemos ir lá. Dá até para ir caminhando.
- Verdade. Eu sei o caminho. - Eu disse enquanto saia do carro. Ela fez o mesmo. - Queria lhe fazer uma pergunta.
- Pode fazer... 
Caminhei na direção do parque e ela me acompanhou um pouco distante.
- Você não tem medo de ir para um local vazio com um desconhecido? 
- Não, até porque eu conheço você, John.
- Conhece..? - Perguntei desconfiado.
- Claro, você trabalha em um pub no qual desde quando o frequento, vejo você por trás daquele balcão.
- Ah! Já estava começando a achar que você me vigiava... - Falei rindo. - Mas agora é sério, você não tem medo?
- Hoje não... Hoje não. Sinceramente, eu queria que algo de ruim acontecesse comigo. Mas vejo que peguei o barman errado pra isso. - Ela riu.
- Verdade.. - Me sentei na grama e não olhei para a moça. - Então me diga por que se sente assim?
Ela hesitou um pouco, mas tomou coragem e resolveu desabafar:
- O meu namorado... ex-namorado, terminou comigo faz alguns dias. - Ela deu uma pausa, estava contendo as lágrimas. - Eu... não sei o que eu fiz. Ele simplesmente terminou comigo depois de todos esses anos fazendo juras de amor e todas aquelas coisas, eu amo tanto ele e agora isso, ele acabou comigo, acabou com a minha vida! - Ela desabou em prantos.
- Se acalma, Gabrielle... Todos nós já sofremos por amor, ninguém está livre do sofrimento, ele é como uma doença, pois ela não escolhe a classe social, todos nós estamos vulneráveis, sujeitos à qualquer tipo de doença... - Respirei fundo. - Olhe para mim, transbordo felicidade, mas é apenas uma máscara, pois por dentro, estou completamente despedaçado. Não estou dizendo que você não está sofrendo, nem que você não queira morrer, porque eu cobicei a morte quando perdi alguém que eu amava, mas isso é passageiro. Vai doer muito e vai demorar bastante para você superar isso, mas infelizmente o tempo é o único remédio. Não é tentando substituir esse amor que irá parar de doer. A única coisa que podemos fazer, é nos conformar com a perda, seguir nossa vida que o tempo cuidará do resto.
- Você deve ter sofrido tanto..
- Você também está sofrendo "tanto". Não menospreze a dor que está sentindo agora, porque ela é tão grande quanto as dores que senti pelos meus velhos amores. Eu amei, sofri, chorei e ainda estou vivo. - Coloquei a mão em seu ombro. - Não fique assim. Um dia o seu coração vai parar de doer, mas enquanto ainda dói, você tem de ser forte, porque você irá sobreviver. Irá superar.
- Você parece ter um coração tão bom... Podia fazer qualquer coisa comigo agora, mas não, apenas está me consolando.
- Não gosto de me aproveitar da situação. Jamais faria isso. Bom, às vezes penso que não, que não tenho esse coração bom que muitos dizem que tenho. É que... eu não gosto de ver as pessoas tristes. Me incomoda a tristeza alheia. De triste já basta a minha vida. - Fiz uma pausa, relembrando das dores de amor pelas quais já passei. - Enfim, vamos embora, está tarde e tanto você quanto eu, temos de ir pra casa. Se caso um dia você se sentir fraca à ponto de querer fazer merda ou de tentar tirar sua vida, me procure, está bem?
- Tudo bem, farei isso. Obrigado por tudo.
- Não me agradeça. Apenas me considere seu novo amigo.

Caminhamos até seu carro, ela chegou a perguntar se eu queria uma carona, mas eu preferi ir pra casa de a pé, assim eu poderia pensar na vida e no quão bom era amenizar a dor de alguém que - como eu - sofre por amor.

Take me to L.A.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Frog & Marle


O sapo, que na lagoa, triste vivia
Mal ele sabia, que da sua princesa, um beijo iria levar
Com isso, a felicidade ele receberia e o feitiço iria se acabar.

Mas esta história
Não termina por aí
Pois em tempos de discórdia
O amor prevalece aqui
Em meu peito sofrido
Com este amor de amigo
Que tenho para lhe ofertar
Afinal és meu anjo
E sem ti, não sei mais ficar

Quando estou magoado
Diz pra mim não ficar chateado
Porque sempre irei te ter
Que posso contar com você 
Que sempre irá me amar
Que não importa quanto tempo
Pois o nosso amor é como o vento
Ninguém mexe, ninguém irá tirar.
Take me to L.A.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Ciúmes do tamanho do planeta terra


(...)
Às vezes no olhar a gente sente
Não dá pra confiar a gente sente
No canto do sofá estou presente
E na sala de estar com muita gente
Mentiras pra mim são coisas ruins
Vou começar a te vigiar
Ciúmes assim, faz parte de mim
Eu não vou mudar, eu não vou mudar... 
(...) 
Eu vou comprar uma algema pra prender você em mim, você em mim
Eu vou negar qualquer pedido seu pra sair daqui, sair de mim.

Ciúmes do tamanho do planeta terra - 2ois.  

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

We are one


(Relationship)

- Lembra do cara que te contei? Da cadeira de rodas?
- Lembro...
- Vi ele hoje, quando estava vindo para casa.
- Você sentiu alguma coisa?
- Vontade de perguntar como ele está, só.
- Não sentiu nada além disso? Tem certeza?
- Senti saudade... Ele sempre foi meu amigo, ficou paraplégico, foi embora e sumiu. Foi bom rever ele, mesmo de longe, saber que está vivo.
- Por que não foi falar com ele? Às vezes é bom rever as pessoas que amamos um dia. Nos deixa bem e feliz, sabia? É por isso que na maioria das vezes, mantenho contato com as pessoas com quem me relacionei. Queria que me entendesse. Não sou uma pessoa comum... Eu sou diferente da grande maioria. Trato bem as pessoas e por isso algumas chegam a gostar de mim. Transbordo bondade. Não sei ao certo explicar.
- Não fui vê-lo porque estava de carro e outra, eu sei que ele foi embora por minha causa, porque eu o amava e ele se achava incapaz de me dar o que precisava. Não sei qual seria a reação dele se me visse.
- Entendo... Mas mesmo assim, devia vê-lo.
- Eu tenho o meu orgulho. Só eu sei o que passei por causa dele.
- Então me conte o que passou. Olha, você se lembra da minha ex? Ela me fez muito mal, mesmo assim, tenho um carinho enorme por ela devido tudo o que passamos. Não guardo mágoas dela, apenas lembro das coisas boas e do quanto ela me fez feliz. Deixe o orgulho de lado, amor. Sei que ele te fez sofrer, mas pense, ele quis o seu bem, não quis que ficasse presa à ele. Porque ele mesmo não se sentia o bastante, o suficiente para você.
- Ele sabia do que eu sentia, ele simplesmente achou melhor ir embora e eu que me virasse com o meu sentimento. Eu sempre fiquei do lado dele, nunca o abandonei, mas ele fez o contrário. Sinto um carinho enorme por ele sim, mas não vou vê-lo, mesmo tendo vontade. E outra, ele não fez questão de me falar que viria pra cá, sinal que não quer me ver.
- Tudo bem, mor. Você que sabe.
- Você me perguntou uma vez se eu te amaria em qualquer condição e eu me pergunto se na mesma posição que ele, você faria a mesma coisa.
- Não sei ao certo o que eu faria, mas no começo, acredito que iria me sentir péssimo... Mas se você continuasse me amando, provavelmente eu continuaria com você até o fim da minha vida.
- Péssimo por quê? Continuaria mesmo sendo infeliz?
- Não. Eu ficaria feliz por ter você do meu lado. O que me faria "mal", seria o fato de você ter tantas outras pessoas saudáveis que te amariam, você preferiu ficar com um inválido feito "eu". Por isso entendo o lado dele. Mesmo assim, jamais deixaria você se eu continuasse sendo o motivo da sua felicidade.
- Hum...
- Eu amo você. E faria qualquer coisa por você. Qualquer coisa mesmo.
- Eu também amo você, amor.
- Jamais duvide do que eu sinto, porque é a coisa mais pura que eu tenho dentro do meu ser.
- Não vivo sem você. Sabe disso.

Take me to L.A.