sexta-feira, 9 de setembro de 2011

T&B.



Conversa por mensagem do dia 8 de Setembro de 2011, às 18:58.


- Conheci um cara legal. Pena que é virtual. Ele é quietinho, mas é um amor.
- Toma cuidado, porque você sabe, hoje em dia é difícil achar alguém sincero e de confiança, por mais dócil que seja. A maioria vive/viveu na mentira. Até mesmo eu já enganei você uma vez, o que diria de um estranho que conheceu à poucos dias, uh?
- Eu sei..
- Não se precipite, nem se iluda. Tente conhecer primeiro.
- Eu sei...
- Olha, a carência também pode ser amenizada com o carinho de um amigo. No momento, ao meu ver, é disso que você mais precisa. Precisa ficar abraçada com alguém e dizer tudo que está sentindo sem se quer abrir os lábios. Ficar apenas no silêncio do abraço de alguém que ama, mesmo que seja apenas um amigo. Eu entendo isso, porque também preciso fazer o mesmo, afinal, o silêncio também é uma forma de desabafar. Sei que não estou ai, mas posso conversar com você quando precisar. Palavras amenizam um terço da carência e eu quero muito te ajudar.
- Eu só preciso de alguém... Quero você aqui do meu lado, gôido. É uma merda quando você some.
- Você sempre terá a mim. Já disse que quando se sentir sozinha ou triste, basta me ligar. Eu amo você, gorda. Quero te ver feliz. Não estou literalmente presente em sua vida, mas estou presente em seus pensamentos e em seu coração, por tanto, quando sentir-se mal-amada pelo mundo, lembre-se que você tem um amigo, que apesar da distância, te ama com todo carinho e amor do mundo. E tudo que ele quer, é cuidar de ti e vê-la feliz.
- Obrigada, Gordinho. Pelo menos tenho você...
- Sempre vai ter com quem contar. E não me agradeça por isso, pois não faço por gratidão, mas sim porque lhe amo.
- Te amo muito. Não esqueça que desejo o melhor para ti e que faço tudo pra te ver bem, ok?
- Nunca me esqueço disso. Também amo você, tu sabes disso.
- Lindo. Você merece o que há de melhor no mundo.
- Você também merece.

"Gordo, eu estava muito arrasada, olhando as mensagens agora novamente eu percebi que não disse nem um quarto do que eu queria, do quanto que eu sou grata e te amo. Sei que as vezes nos distanciamos, que posso não ser uma grande amiga que nem outras, mas cada mais você se torna especial. Sei que quando eu precisar, para o que for, você estará sempre presente para me apoiar, abrir os meus olhos, me consolar. Ultimamente você tem sido a única pessoa para quem conto as coisas, pois eu sei que você não me julgará pelo o que eu faço, diferente das outras pessoas. Você é uma pessoa tão especial em minha vida, tão maravilhosa, que eu queria saber como retribuir tudo o que você faz e traz de bom para mim para demonstrar a minha gratidão. Sempre quando eu penso em você, me vem as melhores sensações do mundo, quando eu percebo que não estou sozinha. Você é uma pessoa maravilhosa, de um coração tão puro e lindo que é impossível não se envolver e ficar encantada contigo cada dia mais. Eu sei que todos os seus erros não são propositais, e o mais importante é que você não deixa se afundar com isso... Você cresce mais e mais, mostrando cada vez mais maduro nas situações, juizado, um homenzinho. Você sabe que tempos melhores virão e eu estarei aqui, torcendo por você, torcendo pela sua vida, pelo seu sucesso e pelo seu bem estar. Lembre-se que estarei sempre disponível para você, para tentar retribuir tudo o que me faz e fez de bom, algo que eu nunca conseguirei. Espero que essa amizade, esse carinho e esse amor que eu tenho por você apenas cresça não só em mim, mas em você também. Eu te amo demais, gordinho. E nunca mais esqueça o meu nome! Hahahaha."

D&L, friends.

O futuro da humanidade.


"Ninguém morre, quando se vive em alguém. Doem seus órgãos. Vivam em alguém."

Marco Polo tentava distraí-lo, mas seu olhar era opaco, sem o brilho das outras vezes. Estava circunspecto. Percebendo que a conversa seria um monólogo, resolveu ir embora. Respeitou seu momento. "Não vale a pena pressionar quem não está disposto ao diálogo", refletiu. Após os primeiros passos, Falcão disse-lhe:
- Não é recomendável que os normais se aproximem de mim. Marco Polo, intrigado, sabia que ele não se abriria se não provocasse sua inteligência. Mas não poderia ser estúpido. Arriscou dizer:
- Não há um normal que não seja anormal e nem um anormal que não seja passível de ser um mestre.
Falcão olhou admirado o amigo, mas desferiu-lhe um golpe inesperado: - Disseram-me que sou perigoso para sua sociedade. O que você espera de mim? Sou um doente mental. É melhor desaparecer.
Marco Polo ficou calado. Sempre fora impulsivo, mas estava aprendendo a difícil arte de pensar antes de reagir. Após um momento de introspecção, disse:
- Os aparentemente saudáveis sempre cometeram mais loucuras contra a humanidade do que os loucos. Você não é perigoso, a não ser para os que têm medo de pensar.
Falcão esfregou a mão direita na testa, levantou-se, foi até uma flor e começou a falar com ela.
- Você é tão linda e eu sou tão rude, mas obrigado por invadir meus olhos e me encantar sem nada exigir!
Marco Polo também se levantou. Foi até uma árvore próxima, abraçou-a, beijou-a e disse algumas palavras em voz audível:
- Você é tão forte! Suportou tantas tormentas. Mas fortaleceu-se e hoje dá sua sombra gratuitamente para mim que sou tão frágil. Obrigado por sua perseverança!

Pag. 43

(...)


Uma pessoa que se suicida não deixou de atuar no mundo social, afirmou Marco Polo. O ato
do suicídio alterou o tempo dos amigos e parentes e, principalmente, despedaçou a emoção e a
memória deles, gerando vácuo existencial, lembranças e pensamentos perturbadores que afetarão
suas histórias e o futuro da sociedade.
- Ninguém desaparece quando morre. Viver com dignidade e morrer com dignidade deveriam
ser tesouros cobiçados ansiosamente. Portanto, o princípio da co-responsabilidade inevitável demonstra
que nunca podemos ser uma ilha na humanidade. Jamais deveria haver a ilha dos norteamericanos,
dos árabes, dos judeus, dos europeus. A humanidade é uma família vivendo numa
complexa teia. Somos uma única espécie. Deveríamos amá-la e cuidar dela mutuamente, caso
contrário não sobreviveremos.

Pag. 87

Caro amigo Falcão,
Certa vez você me disse que tanto você como o Poeta viam a assinatura de Deus nas flores, nas
nuvens e também nas crises dos que possuíam transtornos psíquicos. Na época, pensei
sinceramente que isso era um delírio, que seria impossível encontrar beleza no caos. Pois bem,
você tem razão. Tenho encontrado indescritível riqueza dentro daqueles que sofrem. Eles não
são miseráveis nem passíveis de penúria. Precisam sim ser compreendidos, apoiados e
encorajados. Tenho encontrado um patrimônio psíquico de inestimável valor em meio às
lágrimas e desespero.
Nos portadores de psicose tenho descoberto uma criatividade espantosa. Embora os delírios e
alucinações os perturbem, eles revelam uma criatividade excepcional, uma engenhosidade
intelectual sem precedentes. Nem os melhores roteiristas e diretores de Hollywood conseguiriam
ter tanta imaginação. Pena que a psiquiatria clássica despreze o imenso potencial intelectual
deles.
A inteligência dos portadores de psicose maníaco-depressiva me assombra. São verdadeiros
gênios. Na fase maníaca, a excitação, a rapidez de raciocínio e o volume de pensamentos que
produzem os transportam para as nuvens, num estado de graça, longe da realidade. Nessa fase,
têm uma auto-estima exacerbada. Acham-se imbatíveis, revestidos de um poder sobrenatural.
Na fase depressiva, ao contrário, eles aterrissam sua euforia, seus pensamentos tornam-se
pessimistas, levando-os a se atolar em sentimentos de culpa e viver os patamares mais baixos da
auto-estima. Se aprendessem a pilotar seus pensamentos e a gerenciar o motor da sua
inteligência para não abandonarem os parâmetros da realidade, brilhariam mais do que qualquer "normal". Infelizmente eles são incompreendidos, tanto por eles mesmos como pela
sociedade em que estão inseridos.
Entre as pessoas deprimidas tenho encontrado rara sensibilidade. São tão sensíveis que não
possuem proteção emocional. Quando alguém as ofende, estraga-lhes o dia, a semana, o mês e,
às vezes, a vida. São tão encantadoras que, sem ter consciência, vivem o princípio da coresponsabilidade
inevitável de maneira exagerada. Por isso, perturbam-se com o futuro e
sofrem intensamente por problemas que ainda não aconteceram. Preocupam-se tanto com os
outros que vivem a dor deles! São ótimas para a sociedade, mas péssimas para si mesmas. Falcão,
eu não tenho dúvida de que, se os líderes políticos tivessem uma pequena dose da sensibilidade
que as pessoas deprimidas possuem, as sociedades seriam mais solidárias e menos injustas. Sinto
que minha emoção éfria e seca quando comparada à deles.
Entre os que têm síndrome do pânico, tenho encontrado um desejo invejável de viver. Quando
um ataque de pânico os atinge, o cérebro deles entra em estado de alerta tentando protegê-los de
uma grave situação de risco, um risco virtual. Ficam taquicárdicos, ofegantes e suam muito,
procurando fugir da síncope ou da morte, uma morte imaginária que só existe no teatro das
suas mentes. Se aprendessem a resgatar a liderança do eu em suas crises seriam livres do
cárcere do medo. Quem dera os usuários de drogas, os que vivem perigosamente, os terroristas,
os que promovem guerras tivessem a consciência da finitude da vida e da grandeza da
existência que os portadores da síndrome do pânico possuem. Apesar do sofrimento imposto
pelo pânico, são apaixonados pela vida. Queria amar a vida como eles amam, viver cada
minuto como se fosse um momento eterno.
Falcão, você tem razão em me dizer que a sociedade é estúpida. Realmente ela valoriza a
estética e não o conteúdo. Estou decepcionado até com as pessoas aparentemente cultas. Não
percebem que cada ser humano e em especial os que sofrem transtornos psíquicos são jóias
únicas no anfiteatro da existência.
Meu desafio como psiquiatra não é apenas medicá-los ou fazer sessões de psicoterapia, mas
mostrar a eles que a flor mais exuberante brota no inverno emocional mais rigoroso. Os que
atravessaram seus desertos psíquicos e os superaram tornaram-se mais belos, lúcidos e ricos
do que eram.
Não é isso o que aconteceu com você, meu dileto amigo? Através do drama da sua psicose
você expandiu a sua nobre inteligência e se tornou um mestre, meu mestre. Agora, meus
pacientes me ensinam. Em alguns momentos, aprendo mais com eles do que com meus
professores. Espero que nunca morra minha capacidade de aprender.
Procurei especializar-me em psiquiatria para conhecer a fascinante personalidade humana e
tratar das suas doenças. Entretanto, assim como você questionou o que era a loucura, tenho me
questionado muito sobre o que é a saúde psíquica: Quem é saudável? São saudáveis meus
colegas psiquiatras incapazes de receber seus pacientes com um abraço e um sorriso? São
saudáveis os pais que ouvem os personagens da TV, mas não conhecem os temores e as
frustrações dos seus filhos, nem têm paciência com seus erros? São saudáveis os professores que
se escondem atrás de um giz ou de um computador e não conseguem falar de sua própria história
com seus alunos? São saudáveis os jovens cuja emoção é incapaz de extrair muito do pouco, cujos
prazeres são fugazes? E os que batalham para ganhar dinheiro, mas não sabem lutar pelo que
amam, são eles ricos ou miseráveis?
Tenho também questionado minha própria qualidade de vida. Pensei que eu era saudável, pois falo o que penso, luto pelo que amo e procuro proteger minha emoção, mas descobri que
conheço apenas a sala de visita do meu próprio ser. Falta-me tolerância, afetividade, sabedoria,
tranqüilidade. O dia que deixar de admitir o que me falta estarei mais doente do que meus
pacientes. Obrigado por me ensinar que sou apenas um caminhante. Há muita estrada a
percorrer...
Do seu amigo e admirador, Marco Polo.
Pag. 133




O casal saía com freqüência, e cada encontro era especial, mas um deles foi inesquecível. Certa
noite, Marco Polo manifestou a intenção de dar-lhe um presente marcante. Saiu do perímetro
urbano e levou-a para o campo. Parou o carro e convidou-a a sair.
Pegou em suas mãos e foram andando pela estrada. Enquanto caminhavam, chamou a atenção
de Anna para a harmonia da natureza.
- Todos os dias as flores exalam perfume, a brisa toca as folhas, as nuvens passeiam obscuras,
mas não prestamos atenção. Ouça a serenata de grilos! É um magnífico show incessante.
Vendo a sua maneira simples de encarar a vida, ela perguntou:
- O que é a felicidade para você?
Surpreendendo-a, ele a assustou, dizendo:
- A felicidade não existe, Anna...
Apreensiva, ela subitamente inquiriu:
- Você me amedronta! Qual é a esperança para os que vivem na miséria emocional? O que
posso esperar da vida, se tive tanta riqueza exteriormente e tão pouco dentro de mim?
Marco Polo completou:
- A felicidade não existe pronta, não é uma herança genética, não é privilégio de uma casta ou
camada social. A felicidade é uma eterna construção.
Respirando aliviada, ela indagou:
- Como construí-la?
Como um contador de histórias que passeia pela psicologia, ele fitou seus olhos e discorreu:
- Reis procuraram aprisionar a felicidade com seu poder, mas ela não se deixou prender.
Milionários tentaram comprá-la, mas ela não se deixou vender. Famosos tentaram seduzi-la, mas
ela resistiu ao estrelato. Sorrindo, ela sussurrou aos ouvidos de cada ser humano: "Ei! Procureme
nas decepções e dificuldades e, principalmente, encontre-me nas coisas anônimas da
existência." Mas a maioria não ouviu a sua voz, e os que a ouviram deram pouco crédito.
- Que lindo! Fale mais sobre o que é ser feliz, meu imprevisível poeta.
- Ser feliz é ser capaz de dizer "eu errei", é ter sensibilidade para falar ”eu preciso de você", é
ter ousadia para dizer "eu te amo".
Lembrando de seu pai, ela expressou condoída:
- Muitos pais morrem sem jamais ter coragem de dizer essas palavras aos filhos. Esquecem das
coisas anônimas.
- É verdade. Tropeçamos nas pequenas pedras e não nas grandes montanhas.
Olhando para ele num clima de terno amor, ela falou de alguns temores reais e não frutos de
sua doença. Como amava a poesia, também usou a inspiração.
- Obrigada por você existir. Mas tenho medo de que o nosso amor se evapore como o orvalho
ao calor do sol.
- Em alguns momentos, eu a decepcionarei, em outros você me frustrará, mas, se tivermos
coragem para reconhecer nossos erros, habilidade para sonharmos juntos e capacidade para
chorarmos e recomeçarmos tudo de novo tantas vezes quantas forem necessárias, então nosso
amor será imortal. (...) Em seguida, quis dar algo forte, único, inesquecível, que marcasse aquele momento e fosse
capaz de simbolizar tudo o que ele sentia por ela e revelasse o tipo de homem que ela encontraria.
Um homem incomum tinha de dar um presente incomum.
A lua estava minguante e o céu límpido. Abrindo os braços, ele perguntou:
- Anna, olhe para o alto. Observe o teatro incompreensível do universo. O que você vê?
Curiosa, ela respondeu:
- Vejo lindas estrelas.
- Escolha uma estrela.
Ela sorriu. Havia milhares de estrelas invadindo sua pupila. Anna escolheu uma estrela
brilhante do lado esquerdo do firmamento.
- Escolho aquela - disse, apontando.
- De hoje em diante aquela estrela será sua. Mesmo quando seu céu estiver coberto pelas
tempestades, aquela estrela estará brilhando dentro de você, mostrando os caminhos que deve
seguir e revelando o meu amor.
 Pag. 210

O futuro da Humanidade - Augusto Cury.


Lendo este livro, aprendi: Que eu, tecnicamente já sabia, que a vida é uma só. Corremos riscos, sofremos, amamos, choramos, mas mesmo assim, devemos ter esperança de que um dia irá acontecer algo revolucionário em nossas vidas. O melhor a se fazer, é continuar vivendo e não abandonar as pessoas que mais amamos e que também nos amam. Cada ser humano pensa de um jeito, cada vida, é uma caixinha de surpresa.

Darin M. Roman.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

We know


"O que eu senti por você nunca foi algo completo, com momentos de retribuições, com brigas e tristezas... E tudo que não se completa, existe até ter um verdadeiro final, e o pior: Nada tem um final antes de ter um começo. Nunca tivemos um começo, e isso -algumas vezes- me torna frágil perto dos meus sentimentos por ti. Eu creio que, caso ele não tivesse aparecido antes na minha vida, eu estaria aos seus pés como nunca, por que quando leio que você me ama, sorrio. Me conforta tê-lo de algum modo, e agradeço todos os dias por ter encontrado alguém de tão boa alma como você. Tu sabes, és como um anjo na minha vida e eu realmente o amo. Apenas isso...

terça-feira, dia 11 de maio de 2011,
Ilona Iawanska."

Recordações boas, daqueles que sempre se pode amar.
Lembranças boas, que nem o tempo pode apagar.
Take Me To L.A.

sábado, 27 de agosto de 2011

Hey baby, are you alone tonight?


I watched the sun again, it's easy now
I've spent all night long tyring to figure out
What I've lost and what I've failed
When my feet won't hit the ground
Trying to make it, starting over
And will we ever love again?

Hey baby, are you alone tonight?
How can we make it?
Hey baby, looks like you were wrong
It's never too late, too late


So here we are again, to make some since of it all
All these sudden changes, maybe things are not so different
Rearrange the peices, like it's all we know
It's all we know, let it go

Hey baby, are you alone tonight?
How can we make it?
Hey baby, looks like you were wrong
It's never too late, too late

I can't put it together, what we missed
The pieces keep falling one by one
Cos this life has us holding on
Fall tomorrow then it's done
Fall tomorrow then I call.

Hey Baby, Here's That Song You Wanted - Blessthefall.

domingo, 21 de agosto de 2011

O ultimo banco da estação de trem.

(Direitos autorais da foto: Hudson Rodrigues.)

"Estarei na estação de trem no domingo, às quatro da tarde. Vou esperar por você, espero que apareça."

No ultimo banco de uma das estações de trem, havia uma caixa preta. Uma moça, um tanto intrigada, quis saber o que tinha dentro daquela pequena caixa de sapato. Olhou para os lados e viu que estava praticamente sozinha. Somente ela e aquele pequeno objeto ainda não identificado. Dentro, haviam alguns pertences. Uma camisa, uma caneca e uma folha, parecia mais ser uma carta. Resolveu ler. Antes do início da carta, existia um pequeno trecho em um papel dizendo o seguinte; "Esperei por você o final da tarde inteiro, você não veio. Deixo os meus pertences aqui, junto com o coração que um dia bateu firme e forte por você."

A Carta:

O bater do meu coração, já não é mais o mesmo depois que você se foi. Ele ainda bate, mas bate fraco, com esse bater vagaroso, chega a doer dentro de mim.

Pudera eu ser forte o suficiente, para reerguer eu e esse maldito coração, mas se mal consigo me tirar do poço, o que diria de conseguir tirar este órgão que bate lento, porém sem cessar, do buraco negro que é onde ambos nos encontramos? Acredito que no momento, tudo que me resta, é esperar o tempo curar e nos livrar de onde estamos.

Toda vez que sento-me aqui, recordo do primeiro dia em que nos conhecemos. Tem vezes que fico pensando em nós. Existem horas em que até espero por um encontro repentino seu. Lembro-me fielmente deste dia. Esperei por você durante horas, prestes a desistir até que fui acordado de meus pensamentos com o bater das suas mãos. Às vezes quando passo em lugares que frequentávamos juntos, como aquela praça, onde ficamos horas e horas abraçados, me bate uma saudade. Sinto falta dos teus abraços, foram tão poucos! Também sinto falta dos teus sorrisos sem graça quando eu te chamava de linda, da sua tagarelice sobrenatural quando estava em minha companhia, do seu olhar, das tuas mordidas. Mas o que mais sinto falta, é dos teus lábios, pois arrependo-me amargamente por nunca beijá-los.

Deixei algumas coisas para você. A camisa, é a minha preferida. Mandei também meus alargadores brancos, comprei apenas para usá-los com você, mas como infelizmente não a verei mais, não tem por que ficar com eles. Esta caneca, tem história em minha vida, tem um valor sentimental enorme para mim. Infelizmente não são bens materiais, mas valem mais do que ouro puro para mim. Por isso estou presenteando-lhe com eles.

Você mal sabe a falta que você me faz. Lembro-me daquele dia em que estávamos conversando. Era uma sexta-feira, dia quatro de Fevereiro de 2011, às 03:53 horas da manhã.

"- Eu te amo, mulher. Jamais vou deixar você.
- Eu também te amo muito. Eu espero.
- Só deixo você se realmente quiser.
- Eu não quero. Sabe que não.
- Quando quiser, do fundo do seu coração que não me quer mais perto, ai sim eu me afastarei.
- Nunca vou querer isso, e todas as vezes que eu falei, foram da boca pra fora."

Me deu uma angustia relembrar disso, mas não tenho coragem de apagar da minha memória, pois foram um dos momentos mais marcantes que eu tive com você. Não estou deixando você agora, só vou me afastar porque você quer assim. E só hoje, após relembrar dessas palavras, percebi que não me quer mais presente em sua vida. Então, apesar de sentir uma falta absurda de você, prometo que agora irei respeitar e a deixarei em paz. Espero que futuramente, lembre-se apenas dos momentos bons que tivemos.

Eu amo você, Ninda.

Eternamente, seu bebêzin.

Take Me To L.A.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

I'm Sorry.




















I've been wrighting this letter
For a couple of months now
And right now
What I wanna do
Is I wanna express this letter
To you
It goes like this

(...)

Your eyes
They flow
From all the pain i caused
I lost my cause
I only broke your heart
Alone i cry
I tried so hard to break you
I love you
I hate you

(...)

I'd die tonight
If only you were here
I'd tell you im sorry
I'd fucking disapear
You look so pretty now
Without me
Alone
The tears come crashing down.
BrokeNCYDE - I'm Sorry I Am.