domingo, 15 de maio de 2011

My fault


Depois daquela "conversa", sai do pc e sentei-me no sofá. Paralizado, mal sabia o que fazer; não sabia se chorava; se sofria; se ficava triste; aliviado; arrasado. Estava completamente sem reação, imobilizado pela situação pela qual eu me encontrava: Em estado de choque. Naquele exato momento eu morri. Estava morto, só não havia sido enterrado. Fiquei uma, duas, três horas naquela mesma posição, até que uma lágrima correu pelo meu rosto. Coloquei a mão em minha face, cobrindo-a inteira, estava envergonhado, mas não havia motivo para me envergonhar, nem um desconhecido. Eu estava só, mesmo assim eu me sentia ridículo. Não sei, talvez eu tenha sentido sua presença ou quem sabe tenha sido a vontade de ter você ali perto, me abraçando e dizendo, "É brincadeira. Você é uma mula mesmo". Senti uma pontada na espinha. Aquilo era real. O sofrimento era real. Ela havia ido embora e me fez pensar que a culpa era minha.

Take Me To L.A.

sábado, 7 de maio de 2011

Burn your money!

Direitos autoráis da foto: Mikko Houotari.

O ser humano é um ser incrivel... Incrivelmente idiota. Matamos, roubamos, traimos, iludimos, tudo por um papel, mais popularmente conhecido como dinheiro. É inacreditável como a vida de um ser humano vale menos do que um mísero papel. Um simples papel. Mas este tipo de coisa, só mostra que a humanidade está cada vez mais decadente. Felizmente, para a nossa sorte, ainda existem pessoas honestas neste planeta, pessoas que mesmo neste mundo caótico, são humildes e pensam no próximo. Cidadania. Honestidade. Pequenas coisas que fazem diferença para um mundo melhor.
Take Me To L.A.

domingo, 1 de maio de 2011

Você.


Que me faz sentir raiva...

... depois me faz te querer com toda a fúria do meu ser.

Take Me To L.A.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Três horas em uma vida.

Sentado no ultimo banco, estava eu, olhando para o vazio enquanto esperava por ela.


- Oi, acorda.. - Ela soltou um riso.
Não consegui dizer nada quando ouvi aquela voz.. A única reação que tive, foi me levantar rapidamente e abraçá-la com força. Não queria largá-la e ficamos lá durante alguns segundos abraçados em meio daquela gente, e pensar que naquela hora eu não pensei nisso. Para mim e talvez para ela também, eram apenas nós dois naquela estação de trem. O mundo parecia apenas nosso. Meu e Dela.
Mesmo depois que eu a soltei, continuei calado. Pela primeira vez na vida, eu havia ficado com receio de falar alguma coisa indevida. Eu temia estragar nosso encontro. Mal eu me reconhecia. Eu estava... Besta. Só por tê-la ao meu lado.
Deixei que ela me conduzisse até estação à fora. Rimos, brincamos, discutimos.. Era fácil se distrair com ela por perto. Ela era praticamente o meu outro Eu. Falava em gírias, zombava das coisas, fazia piadas, fazia drama... Praticamente o Travis na versão feminina. Andamos e conversamos durante muito tempo.. Teve até uma hora em que estávamos falando sobre os pais dela, em seguida falou algo como não me recordo bem, mas era como se tivesse me mandado embora, então eu disse; "Tudo bem, eu vou." e caminhei em direção a estação. Ela não disse nada, apenas ficou parada lá, perplexa. Parecia que ela não acreditava naquilo que estava vendo. Quando olhei para trás e a vi paralizada.. Aquele rosto.. Aquele olhar de tristeza, impossível não sentir dó. Voltei para onde ela se encontrava, tive vontade de abraçá-la, apertá-la, mas me segurei. Andamos e conversamos mais um pouco até dar a hora de eu partir, pois se eu não fosse aquela hora, não teria mais trem para ir embora. Entramos mais uma vez na estação e sentamos no penúltimo banco.
Lembro-me que quando o trem chegou, foi triste, tanto para mim quanto para ela. Me levantei e novamente a abracei com toda força de meu ser. Era triste aquela cena, parecia um filme.. Parecia que jamais iríamos nos ver novamente. Entrei no trem e observei ela ir embora enquanto falava ao telefone com seu Pai. Quando finalmente sentei no banco, fiquei pensativo. Eu estava admirado, não só pelo fato de ela ser atraente, interessante e parecer comigo, mas sim porque eu a amava.

Cheguei em casa uma e meia da manhã. Mas aquelas três horas com ela, foram as melhores três horas da minha vida.

Take Me To L.A.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Song.

Your Favorite - T. Mills feat. Dev.




quarta-feira, 20 de abril de 2011

Livro.

(...)

- Sim, sou vendedor de sonhos

Confuso, Júlio César, por alguns momentos, pensou que o homem que estava diante de si fosse um vendedor ambulante. Ou um vendedor de ações da bolça. Mas, com aquelas idéias, parecia impossível. Curioso, questionou-o.
- Como assim? Que produtos você vende?
- Eu procuro vender coragem para os inseguros, ousadia para os fóbicos, alegria para os que perderam o encanto pela vida, sensatez para os incautos, críticas para os pensadores.
Júlio César, num rompante de orgulho, lembrando-se do tempo em que se sentia um deus por ter vasta cultura acadêmica, disse consigo: "Não é possível! Estou tendo um pesadelo. Acho que já morri e não percebi. Num momento eu queria tirar minha vida porque estava preso no novelo dos meus conflitos. Noutro, estou mais perturbado ainda porque estou diante de alguém que me resgatou e diz que vende o que é invendável. Vende o que todos procuram mas não existe nos mercados". E, para sua surpresa, o estranho completou:
- E para os que pensam em pôr um ponto final na vida, procuro vender uma vírgula, apenas uma vírgula.
- Uma vírgula? - Perguntou, confuso, o sociólogo.
- Sim uma vírgula. Uma pequena vírgula, para que eles continue a escrever sua história.

O vendedor de sonhos - Augusto Cury